quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ao poeta

Ao ler os versos que o poeta escreve
com uma indescrítivel perfeição
sou possuído por loucura breve
e sinto nisso a minha redenção.

O que ele faz, perfeito, me descreve
eu me comovo de adimiração
o meu humilde verso até se atreve
mas ai de mim, pois sou poeta não.

Só vivo lendo os belos versos dele
e como se eu mesmo os tivesse escrito
com a grandeza de se poetar.

Lendo seus versos me transformo nele
na empolgação de quando eu o recito
todas as noites de belo luar.

Flávio Soares

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