domingo, 13 de março de 2011

Elegia a Antônio III

Quando meu cão morreu
enterrei-o no quintal
Antônio compareceu
e enquanto eu jogava terra na cova
ele recitou um poema de sua autoria
cujo título era "Castelo de areia"
era muito tocante
falava da fragilidade de nossa existência.

Mais tarde, à mesa de um bar
Antônio me disse que a vida
é uma bomba
pronta para ser detonada
só não sabemos quando
a morte apertará o botão.

Então foi assim
num dia qualquer
Antônio explodiu
como dentes-de-leão ao vento.

Flávio Soares

3 comentários:

Thiago Almeida disse...

Belo

Francine Cruz disse...

Explodir como dentes de leão ao vento... você criou uma bela imagem. Adorei!

Pedro Luiz Da Cas Viegas disse...

Magnífico!! Sem dúvida, Antônio deve ter sido um amigo como poucos. E sua homenagem é bela. Bela.



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