quarta-feira, 28 de setembro de 2011

De fora

Oswald de Andrade tinha razão
só a antropofagia nos une
mas não quero um banquete
para filosofar a cerca da vida.

Sou um país inabitado.

Tudo em mim é solitário
poesia, filosofia, sexo...

Portanto
quedo só
a me consumir num copo de vodka
minha face refletida no álcool
desce goela a baixo
como uma cachoeira
e por um instante
sou completado comigo mesmo.

Flávio Soares 

9 comentários:

Daniel disse...

Sabe Flávio as vezes a bebida ajuda,
mas ela também nos mostra, que por nos ajudar, nos falta algo.

Gostei do seu verso,
muito belo e encantador.

Dan

Jaci Rocha disse...

Belos os teus versos, Flávio. Interessantes, intensos...todo mundo um dia enche-se e esvazia-se de sí. Aliás, creio que sempre! ...faz parte do ciclo da vida...
Gostei do teu espaço e das tuas poesias. Volto outras vezes! =)

Thiago Almeida disse...

Texto tão bom quanto beber

Jéssica do Vale disse...

Agradecida por saber que gostou dos meus escritos! E, sua forma de escrever é bastante sutil, gostei bastante. (Sem clichês)

Luz.

Mariana Baldani disse...

Que bom que gostou, Flávio. A respeito dos seus poemas, os poucos que eu li gostei bastante :) Volto aqui para ler mais... Sucesso!

"O vazio do homem é do tamanho de Deus."

Mariana Baldani

Robson Ribeiro disse...

Flávio, obrigado pela força.

Muito bom o seu trabalho.

Um abraço!

Dayane disse...

Adorei esse texto ^^
visita?
http://conversando-com-a-lua.blogspot.com/

Geovanna Bruno disse...

Muito bom...
País inabitado, amei esse verso...

Tamara Queiroz disse...

Nossa, Flavio, estou espantada, rs. Ontem, li o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, e fiquei maravilhada.

Isso porque, amanhã, feriado, vou em uma peça que é a incorporação cênica do Manifesto.

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Consumir o consumado inteiramente completado.